24 novembro, 2016

Síndrome que atinge as mulheres pode causar obesidade


Professora de Nutrição da Estácio Ponta Negra, Nayara Soares - A Síndrome do Ovário Policístico atinge 20% das mulheres em idade reprodutiva. Hábitos alimentares saudáveis auxiliam no tratamento da doença, que não tem cura

Você já ouviu falar da síndrome do ovário policístico? É um distúrbio que interfere no processo de ovulação no ciclo menstrual. A doença afeta cerca de 20% das mulheres em idade reprodutiva. Mas, o que poucas pessoas sabem é que uma dieta alimentar equilibrada é fundamental no tratamento da Síndrome, combatendo, principalmente, a obesidade e a diabetes – sintomas da SOP.

De acordo com a professora de Nutrição da Estácio Ponta Negra, Nayara Soares, o ganho de peso excessivo já é um precedente da doença, através do qual, muitas mulheres descobrem que são portadoras da Síndrome. “Os principais sintomas que sinalizam algo de errado, é justamente o ganho de peso e a dificuldade para engravidar. A Síndrome não tem cura, mas há tratamento para amenizar estes e outros sintomas. A dieta alimentar supervisionada deve fazer parte deste tratamento”, explica.

Os principais sintomas da SOP são: a ausência de ovulação por um longo período, ciclos menstruais irregulares, dificuldade para engravidar. O distúrbio favorece também o desenvolvimento da diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade. “A partir da introdução de uma nova dieta alimentar e logo no início da perda de peso, há relatos de uma estabilidade no ciclo menstrual, diminuição de manchas na pele, também originadas da Síndrome, além de melhorias nos índices de triglicerídeos e glicose”, relata a professora da Estácio.

É um ciclo fechado. Enquanto a Síndrome provoca a obesidade nas mulheres portadoras, o combate a esse ganho de peso auxilia na diminuição de diversos sintomas da doença. Segundo Nayara, a orientação é que as mulheres com a SOP adotem a prática, basicamente, de redução no consumo de alimentos ricos em carboidratos, substituição de alimentos industrializados por frescos, e aumento no consumo de frutas, verduras e legumes. Essa associação do acompanhamento nutricional à conduta médica pode significar, principalmente, mais qualidade de vida às mulheres acometidas pela Síndrome do Ovário Policístico.