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Direito ao Cinema discute amparo às vitimas de crimes

quinta-feira, 6 de abril de 2017



Em sessão que acontece neste sábado (08), às 14h, será exibido e debatido o filme "O Segredo de Seus Olhos", dirigido pelo argentino Juan José Campanella

Em um contexto de crimes recorrentes, pouco são discutidos os efeitos pós-violência. O Projeto Direito ao Cinema, promovido pela faculdade Estácio Natal traz ao ambiente acadêmico e social, a discussão sobre a investigação criminal e o descaso do poder público para com as vítimas. Na sessão deste sábado, 08, às 14h, será exibido e debatido o filme “O Segredo de Seus Olhos”, no auditório da Estácio Romualdo. A entrada é aberta ao público e gratuita.

A película argentina, de 2009, é dirigida por Juan José Campanella e baseado no livro La Pregunta de Sus Ojos, de Eduardo Sancheri. O Segredo de Seus Olhos foi o segundo filme latino-americano a receber o Oscar de melhor filme estrangeiro, além de vencer o Prêmio Goya de melhor filme do ano. O filme recebeu críticas positivas com a fotografia do filme e a atuação de Ricardo Darín como o protagonista, o oficial de justiça aposentado Benjamin Esposito, que usa sua experiência para contar em um livro uma história trágica ocorrida em 1974, sobre a qual foi testemunha.

Para debater o filme, a convidada da semana é a professora de Direito Penal e advogada na área criminal, Rebeca Câmara. Apesar de a discussão gerar em torno da legislação penal, de acordo com o coordenador do Projeto, professor do curso de Direito da Estácio, Luis Felipe Pinheiro, a ideia é ampliar o assunto para temas sociais como vingança e amparo das vítimas. “Em uma sociedade que vive constantemente cercada por crimes, é necessário ao profissional do Direito entender todo o contexto da delinquência e seus envolvidos”, aponta Pinheiro.

Novidades do projeto

O Projeto Direito ao Cinema, da faculdade Estácio Natal, tem novidades para este ano. O número de edições durante o mês será ampliado. Anteriormente, ele acontecia quinzenalmente em revezamento entre as unidades Romualdo e Alexandrino. Agora, ele ocorrerá quatro vezes ao mês, sendo duas em cada unidade. Além das sessões aos universitários, o projeto também será levado às escolas públicas, no mesmo formato: sessão e debate posterior.