Estudantes de Fisioterapia recebem palestra de escritor portador de Parkinson

sexta-feira, 7 de abril de 2017


Os estudantes do curso de Fisioterapia da Estácio Ponta Negra vão receber em sala de aula o escritor Domingos Sávio, portador do Mal de Parkinson, que recentemente lançou o livro “Quando Conheci o Mr. Parkinson”. Na obra, ele relata com detalhes a sua trajetória nos dois primeiros anos da doença. A roda de diálogo acontece nessa terça-feira (11), Dia Mundial da Doença de Parkinson.
A professora de Fisioterapia da Estácio, Lorenna Santiago, destaca o quanto é importante para os alunos, enquanto futuros profissionais, ouvirem de um paciente sobre as suas dificuldades e desafios, e não apenas estudarem os sintomas. “Domingos é uma pessoa que fala com naturalidade sobre a sua doença e que luta por suporte e qualidade de vida para pessoas com Doença de Parkinson”, comenta a respeito do convidado.
Sobre o Dia Mundial da Doença de Parkinson, para a professora, ele serve como marco para alertar sobre os sintomas e tratamentos dessa doença degenerativa do sistema nervoso central. O Parkinson afeta a capacidade do cérebro de controlar os movimentos, levando a tremores, rigidez e dificuldades de equilíbrio e coordenação. Na Estácio Ponta Negra, um projeto de iniciação científica do curso de Fisioterapia oferece tratamento terapêutico para os portadores da doença com debilidades específicas.
O projeto ainda está recrutando pessoas. Os interessados recebem uma avaliação domiciliar e, se tiver indicação para o tratamento, são encaminhados para a Clínica de Fisioterapia da Estácio. “O tratamento é para pessoas portadoras de Mal de Parkinson de qualquer idade, que sofram com incontinência urinária em decorrência da doença”, explica o estudante Luan Alves concluinte de Fisioterapia na Estácio Ponta Negra e participante do grupo de pesquisa.
De acordo com a professora de Fisioterapia, Lorenna Santiago, o tratamento é possível graças aos estudos da fisioterapia neurofuncional, especialidade da área também disponível na Estácio. “É um desafio para os pacientes e seus familiares se adaptarem às alterações motoras que a doença trás. A fisioterapia tem o objetivo de ajudar no tratamento e adaptação. É fundamental que o paciente se mantenha em atividade física e com o acompanhamento de um profissional”, relata a professora.