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Núcleo de Genômica da UFRN inicia serviços de sequenciamento nucleotídico e análise de expressão gênica e imprime avanços na área da biotecnologia

terça-feira, 25 de abril de 2017




 O sequenciamento nucleotídico em larga escala vem propiciando acesso ao patrimônio genético não só humano, mas de inúmeras espécies de interesse agronômico e pecuário, incluindo ainda espécies patogênicas para humanos, animais e plantas. Esse conhecimento vem sendo aplicado no melhoramento genético de espécies com interesse econômico, no desenvolvimento de medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, além da obtenção de produtos biotecnológicos com as mais diversas aplicações.

Para aprimorar esses estudos, o Laboratório de Biologia Molecular e Genômica (LBMG) do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) criou o Núcleo de Genômica (NUGEN) e iniciou serviços de sequenciamento nucleotídico e análise de expressão gênica.

De acordo com a professora Lucymara F. Agnez Lima, que junto com a professora Tirzah Braz Petta-Lajus coordena o laboratório, o que levou o LBMG a criar esse projeto foi a crescente demanda por essas metodologias. “O NUGEN é um projeto de extensão voltado à prestação de serviços em sequenciamento nucleotídico e análise de expressão gênica. Além de estar associado a projetos de pesquisa em parceria com hospitais e empresas, o NUGEN poderá ter um impacto significativo no atendimento à população por meio da oferta de serviços voltados ao diagnóstico e aconselhamento genético de pacientes” destaca a pesquisadora.

Para o diretor do Centro de Biociências, Graco Aurélio de Melo Viana, a criação do projeto imprime mais destaque às atividades do centro. “A pesquisa e a extensão têm sido prioridades no centro. A abertura desse núcleo mostra quão delicado e importante é o trabalho que os nossos professores e pesquisadores realizam aqui,  em prol da sociedade", afirma.

Abordagem Genômica


A abordagem genômica vem sendo aplicada não só ao sequenciamento de genomas de espécies cultivadas, mas também de espécies não cultiváveis pelos métodos convencionais, como microrganismos de amostras ambientais, como solo e água, ou aqueles que vivem em simbiose, como os encontrados em intestinos de animais, sobre os quais conhecemos menos de 1% da diversidade biológica devido às limitações quanto ao cultivo.

Investir em genômica e pós-genômica vem sendo considerado estratégico no mundo inteiro. No Brasil, as primeiras iniciativas em projetos genomas ocorreram em meados da década de 1990. No ano 2000, o CNPq criou o Projeto Genoma Brasileiro, a partir da seleção de 25 grupos de pesquisa do Brasil, dentre os quais um grupo de pesquisa da UFRN, formado por professoras, que hoje fazem parte dos programas de pós-graduação em Biotecnologia (RENORBIO, conceito 5), Bioinformática (conceito 5) e Bioquímica (conceito 4).