Larissa Rosado solicita projetos e ações para LGBT

sexta-feira, 19 de maio de 2017



Crédito da Foto: Eduardo Maia

A deputada Larissa Rosado (PSB) apresentou na Assembleia Legislativa requerimentos que dispõem sobre os direitos e garantias à população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Um dos documentos solicita ao Governo do Estado a criação de programa de reinserção social e profissional de travestis e transexuais, através de capacitação, incentivo à escolaridade e empregabilidade.

“Grande parcela da sociedade vê as travestis e transexuais como transgressoras, fazendo com que eles se deparam com barreiras apresentadas de várias formas e em vários ambientes. O tratamento preconceituoso dado a essas pessoas no ambiente escolar e nas unidades do serviço público de saúde, muitas vezes, desestimula a adesão delas à escolarização e aos cuidados médicos”, justifica Larissa.

De acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), 90% das travestis e transexuais estão se prostituindo no Brasil, uma vez que esbarram na discriminação quando da tentava por empregos formais.

“Acreditamos que a baixa empregabilidade de pessoas trans deve-se às dificuldades que a família, a escola e a sociedade no geral lhes impõem. Assim, sem apoio familiar, com baixa escolaridade e sem experiência, elas ficam à margem da sociedade e acabam sendo catapultadas pela cultura e pelo estigma da prostituição”, argumenta a deputada.

A parlamentar defende que o Governo do Estado é responsável por investir em políticas públicas e ações de capacitação, incentivo a escolaridade e a empregabilidade, “fazendo com que a prostituição não seja o único caminho ou opção viável de trabalho para essas pessoas”, acrescenta ela.

Em outro requerimento apresentado na Casa Legislativa, Larissa pede a elaboração, implementação e socialização do Plano Estadual de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

“Violações de direitos são cometidas com frequência e por motivações diversas. Frear essas progressões, de modo que um LGBT possa sentir cada vez mais segurança em ser quem é, é um direito a ser assegurado e, só será possível fazer algo frente a essa situação por meio da informação e do diálogo, assegurando a esse grupo direitos que sejam capazes de assegurar-lhe a cidadania em plenitude”, avalia Larissa Rosado.